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Pubs, lojas e cabeleireiros reabrem na Inglaterra

Depois de mais de 3 meses com o comércio fechado, a Inglaterra reabre hoje, dia 12 de Abril e assim, vai caminhando para uma certa normalidade. A esperança é que com a vacinação em massa e com a cautela em reabrir diversos locais, talvez em Julho, tudo estará liberado, sem nenhuma restrição.

Até o momento, houve quase 4.4 milhões de casos confirmados de coronavírus no Reino Unido e mais de 127.000 pessoas infelizmente vieram a falecer. Porém mais de 149.900 certidões de óbito mencionam o COVID-19.

Os níveis de infecção em crianças em idade escolar na Inglaterra aumentaram ligeiramente no mês passado, depois que estas retornaram à escola. Mas o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) diz que essa tendência não parece ter continuado.

Já os dados governamentais mais recentes mostram que 2.862 pessoas com coronavírus estão internadas em hospitais no Reino Unido. Número bastante baixo comparado ao pico da segunda onda, que foi em Janeiro de 2021.

Pelo fato de os números de infecções e internações terem diminuído consideravelmente, a partir de hoje, as regras são as seguintes:

  • varejo não essencial, serviços de cuidados pessoais, como cabeleireiros e salões de manicure, podem reabrir;
  • restaurantes e bares serão reabertos desde que tenham mesas ao ar livre, não podendo servir em locais fechados e, mesmo ao ar livre, não se pode haver pessoas em pé;
  • locais públicos como bibliotecas e centros comunitários podem reabrir;
  • atrações ao ar livre, incluindo zoológicos, parques temáticos e espetáculos drive-in (como cinemas e shows) podem reabrir;
  • academias podem ser reabertas para exercícios individuais ou exercícios com sua família ou bolha de apoio;
  • todas as atividades de cuidado infantil e supervisionadas são permitidas dentro de casa (bem como ao ar livre) para todas as crianças;
  • grupos de pais e filhos podem ser feitos dentro de casa para até 15 pessoas (crianças menores de 5 anos não serão contadas neste número);
  • casamentos, cerimônias de parceria civil, velórios e outros eventos comemorativos podem ocorrer para até 15 pessoas (quem trabalha não está incluído neste limite);
  • recepções de casamento também podem acontecer para até 15 pessoas, mas devem ser ao ar livre;
  • acomodações independentes podem permanecer abertas para pernoites, desde que as pessoas morem na mesma casa ou façam parte da “bolha de apoio”;
  • residentes de lares de idosos podem nomear dois indivíduos para visitas internas regulares (desde que esses sempre façam o teste rápido).

Além dessas novas regras, o governo está pedindo para que as pessoas continuem trabalhando de casa sempre que possível e devem minimizar a quantidade de saídas. 

As pessoas também podem se encontrar ao ar livre (inclusive em jardins privados) com amigos e familiares que não morem juntos, porém, deve ser em um grupo de até 6 pessoas de qualquer número de famílias (crianças de todas as idades contam para o limite de 6) ou um grupo de qualquer tamanho de até duas famílias e cada família pode incluir uma bolha de suporte existente. 

A polícia pode multar caso as pessoas se reunam em grupos maiores do que o estipulado. A multa fixa é de £200 para a primeira infração, dobrando para outras infrações até um máximo de £6.400 ou até £10.000 se houver mais de 30 pessoas.

A regra de distanciamento de 2 metros e o uso de máscara continua em vigor e mesmo que a pessoa tenha sido vacinada contra COVID-19, deve continuar a seguir todas as orientações acima citadas.

As vacinas demonstraram reduzir a probabilidade de doenças graves na maioria das pessoas, mas como todos os medicamentos, nenhuma vacina é totalmente eficaz, portanto, aqueles que a receberam devem continuar tomando as precauções recomendadas para evitar a infecção.

Não se sabe até que ponto a vacina impede a propagação de COVID-19 e mesmo que tenha sido vacinado, a pessoa ainda pode transmitir COVID-19 à outras pessoas.

Mais de 32 milhões de pessoas no Reino Unido já receberam sua primeira dose de uma das vacina contra o coronavírus (AstraZeneca ou Pfizer), ou seja, mais da metade da população adulta. Além disso, quase 7 milhões de pessoas tiveram a segunda dose aplicada (inclusive eu, que tive a segunda dose aplicada no dia 10 de Abril). 

Atualmente, a vacina está sendo oferecida para pessoas acima dos 50 anos e o governo afirma que está em vias de cumprir sua meta de oferecer a vacina a todos os nove grupos prioritários até 15 de abril.

Depois disso, o restante da população adulta será vacinada, com pessoas priorizadas por faixa etária. Espera-se que todos os adultos no Reino Unido recebam a primeira dose da vacina contra o coronavírus até o final de julho.

Outra maneira que o governo está usando para ajudar no risco de infecção, é que testes rápidos de COVID estão agora disponível gratuitamente para qualquer pessoa, mesmo que esta esteja sem sintomas.
Para obter esses testes, basta pedir em farmácias, locais de teste, empregadores, escolas, faculdades e universidades ou através do próprio site do governo, nesse link aqui.

Viagens internacionais ainda não são permitidas e só podem ser feitas por motivos de trabalho. Veja a lista de isenção aqui.

Se precisar viajar para o exterior (e tiver uma desculpa razoável para fazê-lo), é obrigatório preencher um formulário de “Declaração de viagem” de saída, declarando os motivos da viagem antes de deixar o Reino Unido. O formulário pode ser preenchido através desse link aqui.

Algo que está dando muita polêmica é em relação à ideia de ser feito um “passaporte de vacinação”.

No momento, as pessoas que recebem a vacina, ganham um cartão de vacinação e os detalhes vão para seus registros médicos e a ideia seria de que, para a pessoa poder frequentar certos lugares, ela deverá comprovar que já tomou a vacina.

Por isso, o governo está estudando o desenvolvimento de um sistema que considerará três fatores: vacinação, um teste negativo recente ou imunidade natural determinada com base em um teste positivo feito nos seis meses anteriores.

Planeja-se testar como os certificados/passaportes podem ajudar as multidões a voltarem aos grandes eventos na Inglaterra, incluindo teatros, casas noturnas, festivais, eventos esportivos, etc.

Na teoria, espera-se que esse passaporte possa facilitar a redução do distanciamento social e permitir viagens internacionais. 

O governo da Inglaterra está trabalhando com a Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte para chegar a um acordo sobre uma “abordagem consistente” entre os 4 países.

No entanto, as empresas que abriram no dia 12 de abril, incluindo pubs, restaurantes e lojas não essenciais, não serão obrigadas a pedir essa certificação. 

E, a longo prazo, a certificação da vacina não será necessária para usar o transporte público ou para entrar em lojas essenciais. Haverá também isenções para pessoas nas quais a vacinação não é recomendada

Mas, muitos são contra essa medida e acreditam que esses “passaportes” podem parecer discriminar parte da população que não receberam a vacina, como mulheres grávidas, por exemplo.

Caso seja feito, o Reino Unido poderia se inspirar em um esquema de “passaporte para vacinas” já em uso em Israel.

“A abordagem israelense envolve um aplicativo para smartphone e o aplicativo do NHS (SUS daqui) poderia servir a um propósito semelhante”, disse o Ministro do Gabinete, Michael Gove.

O governo afirma que o NHS está trabalhando para fornecer aos indivíduos um meio de provar que tomaram a vacina por meios digitais e não digitais.

Em nível internacional, alguns países já estão trabalhando em requisitos para que as pessoas provem sua condição antes de chegar ao país.

Se a reabertura do comércio não essencial for um sucesso e o número de infecções não aumentar consideravelmente, o próximo passo será liberar diversas das regras acima citadas, mas isso será apenas a partir do dia 17 de Maio.

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