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Nova mutação do COVID leva a Inglaterra ao lockdown nacional

Com mais de 50.000 casos testados positivos por dia, o Primeiro Ministro Boris Johnson anunciou no dia 04 de Janeiro que medidas mais drásticas serão tomadas e o lockdown será nacional e mais restrito, bem como foi feito em Março de 2020.

No momento, mais de 2.713.000 pessoas foram testadas positivas no Reino Unido e infelizmente mais de 75.400 vieram à falecer, porém, mais de 82.600 certidões de óbito mencionam o COVID-19.

Nos últimos 7 dias o índice de morte diária foi de 611 pessoas e diversos hospitais estão ficando com sua capacidade esgotada, pois por exemplo, só no dia 02 de Janeiro, mais de 3.145 pessoas foram para o hospital por causa da doença.

Infelizmente com os casos aumentando consideravelmente e com a Escócia decidindo fazer um lockdown onde as pessoas não podem sair de casa (a não ser para algo essencial), a Inglaterra chegou a mesma conclusão: precisam ser mais rígidos pois essa nova mutação do vírus se espalha muito mais facilmente e também, pelo fato de centenas de pessoas não seguirem as regras impostas até o momento.

Inclusive, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon disse: “Não é exagero dizer que estou mais preocupada com a situação que enfrentamos agora do que em qualquer momento desde março do ano passado.”

Por mais que Boris seja contra fecharem as escolas e apesar de todo o planejamento para que essas continuassem abertas, a pressão tanto do partido “Labour” quanto de professores e associações escolares, não houve outra maneira, a não ser fechar as escolas.
As aulas serão remotas e apenas apenas alunos com alguma dificuldade ou filhos de trabalhadores essenciais terão aulas presenciais.

Com isso o país estará no Nível 5, que significa: risco alto do serviço de saúde ser sobrecarregado e, as medidas serão até metade de Fevereiro.

As novas restrições são as seguintes:
– apenas uma forma de exercício diário ao ar livre, podendo ser com uma pessoa de outra casa, mas não deve ser fora de sua área local.
– Ficar em casa e sair apenas para coisas essenciais (mercado, farmácia, consulta médica);
– não pode sair de casa para se encontrar socialmente com alguém com quem você não more;
– pessoas do grupo de extremo risco devem ficar em casa e não ir ao trabalho, mesmo que seja inviável trabalhar de casa.
– Encontrar com sua “bolha de apoio” ou de assistência infantil quando necessário, mas apenas se você tiver permissão legal para formar tal bolha.
– retorno à regra de distanciamento de 2 metros pois é mais eficaz do que a orientação de apenas um metro adotada no ano passado
– só pode viajar internacionalmente – ou dentro do Reino Unido – caso seja a trabalho ou algum motivo legalmente permitido para sair de casa. Além disso, você deve considerar os conselhos de saúde pública do país que está visitando.
– Funerais podem ter no máximo 30 pessoas e cerimônias de casamentos, apenas 6 pessoas.

Para informações mais detalhadas, entre nesse link aqui (em inglês).

Caso a pessoa saia de casa sem ter algum desses motivos citados acima, pode receber uma multa de £200 para a primeira infração, dobrando para outras infrações até um máximo de £6.400.

De acordo com uma pesquisa da YouGov, a maioria dos britânicos apóia um lockdown nacional.
Cerca de 80% apoiaram o lockdown – 8% a mais em relação a dezembro – enquanto mais de 16% foram contra novas restrições.
Para essa pesquisa, um total de 1.592 adultos no Reino Unido foram entrevistados.

Apesar de o Reino Unido entrar em lockdown novamente, a boa notícia é que no dia 03 de Janeiro, Brian Pinker, um senhor de 82 anos se tornou a primeira pessoa no Reino Unido a receber a vacina Oxford-AstraZeneca Covid-19.

Seis hospitais (em Oxford, Londres, Sussex, Lancashire e Warwickshire) começaram a administrar a Oxford-AstraZeneca, e possuem mais de 530.000 doses prontas para uso.
O restante das doses serão enviadas até o final dessa semana para centenas de GPs (médicos locais) e casas de repouso em todo o Reino Unido, de acordo com o Departamento de Saúde e Assistência Social.

Com a AstraZeneca e a Pfizer sendo distribuídas, mais de um milhão de pessoas já foram vacinadas no Reino Unido.

Outra notícia é que os fabricantes das vacinas BioNTech e Pfizer alertaram que não há evidências de que sua injeção oferecerá proteção contra o desenvolvimento de Covid-19 se a segunda dose for administrada mais tarde do que a testada durante os testes clínicos.

“A segurança e eficácia da vacina não foram avaliadas em esquemas de dosagem diferentes e não há dados que demonstrem que a proteção após a primeira dose é mantida após 21 dias” – disseram as empresas em um comunicado na segunda-feira.

As duas injeções foram concebidas para serem administradas com um intervalo de três semanas, com desenvolvimento total da imunidade apenas após a segunda dose.

No entanto, o Reino Unido já disse que vai atrasar a administração da segunda dose das vacinas Pfizer-BioNTech e Oxford em 12 semanas e a Alemanha está considerando um movimento semelhante. Já a Dinamarca concordou em esperar seis semanas entre as injeções.

Os diretores médicos do Reino Unido defenderam o adiamento das segundas doses, dizendo que vacinar mais pessoas com a primeira injeção “é preferível”.

Portanto, o que nos resta é esperar e ver como a vacina irá reagir e ter esperanças que a BioNTech e Pfizer cheguem a conclusão de que a vacina será sim eficaz, mesmo com o espaçamento das doses.

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