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Inglaterra sairá do lockdown início de Dezembro

Desde o dia 05 de Novembro a Inglaterra está em um segundo lockdown nacional, tentando assim conter a segunda onda de contaminação causada pelo COVID-19.

Esse segundo lockdown não foi tão restrito quanto o primeiro, deixando algumas lojas e determinados locais abertos, conforme comentei no meu post anterior (leia mais aqui).

No dia 23 de Novembro, o Primeiro Ministro Boris Johnson revelou e colocou em votação na House of Commons quais medidas de restrições serão tomadas a partir do dia 02 de Dezembro. 

Para que o país consiga reabrir, haverá novamente o sistema chamado “three-tier system”, que nada mais é do que níveis de contaminação e restrição por áreas, sendo o nível 2 de alto risco ou nível 3 que é de risco altíssimo. 

A denominação dos níveis dependerá de uma série de fatores, incluindo os números dos casos de cada área, a taxa de reprodução do vírus e a pressão atual e projetada sobre o NHS (sus daqui).

Será anunciado no dia 26/11 detalhes sobre qual nível cada região do país será colocada e demais instruções sobre essas regras. As alocações de níveis serão revisadas a cada 14 dias e a abordagem regional durará até março.

O que se sabe é que os locais que estiverem no Nível 3 deverão permanecer com os pubs/restaurantes fechados, exceto para comprar comida para viagem (take-away).
Além do mais, a mistura entre familiares/amigos não será permitida em ambientes internos e na maioria dos ambientes externos, mas teste em massa serão introduzidos.

Já no Nível 2, apenas aqueles locais que servem refeições podem reabrir e os últimos pedidos em todos os bares serão às 22:00 GMT, mas diferente de antes, os clientes terão uma hora extra para ficar no local e terminar sua bebida/refeição.
Também não há mistura de famílias/amigos em ambientes fechados e o máximo de seis pessoas podem se reunir ao ar livre. 

Academias e lojas não essenciais devem reabrir em todas as áreas. Anteriormente, as academias tinham permissão para abrir no nível três, apesar de inicialmente terem sido instruídas a fechar em alguns lugares, mas não ficou claro se será assim novamente.

A proibição do esporte ao ar livre também deve ser suspensa em todos os níveis.
E em esportes ao ar livre, espectadores poderão retornar a alguns eventos, sendo nas áreas de menor risco (nível 1), no máximo 50% de ocupação do estádio, ou 4.000 torcedores – o que for menor. No nível 2, isso cai para 2.000 espectadores ou 50% da capacidade, o que for menor.

As cerimônias de casamentos que estavam suspensas, além de igrejas e demais templos de adoração coletiva serão retomados.

Na teoria, todas essas restrições serão feitas até o inverno acabar, com exceção do Natal, onde o governo pretende permitir que as pessoas se reúnam em números restritos mas com mais famílias/pessoas se misturando.

Mesmo porque, segundo eles, seria praticamente certeza que no Natal as pessoas iriam ignorar as regras e se encontrar com familiares e amigos de qualquer maneira.

Boris disse: “Todos nós queremos algum tipo de Natal, nós precisamos e certamente sentimos que o merecemos. Mas esse vírus obviamente não vai garantir uma trégua no Natal e as famílias precisarão fazer um julgamento cuidadoso sobre os riscos de visitar parentes idosos.”

Detalhes sobre como serão as restrições no Natal ainda não foram anunciadas pois todos os 4 países do Reino Unido devem aceitar as mesmas condições, inclusive para não haver problemas com as viagens entre esses países. 

Com as novas medidas de restrição, a Inglaterra conseguiu diminuir os casos de contaminação.
No momento o país teve mais de 1.512.000 testados positivos com o coronavírus, sendo que infelizmente mais de 55.000 vieram a falecer (mais de 300 pessoas por dia na última semana).

Ao analisar o número total de mortes por coronavírus, os números oficiais contam as mortes de três maneiras diferentes. Os dados do governo contam pessoas com resultado positivo e que morreram em 28 dias (números citados acima).

Mas existem duas outras medidas: uma inclui todas as mortes em que o coronavírus foi mencionado na certidão de óbito, mesmo que a pessoa não tenha feito o teste do vírus. Os números mais recentes sugerem que houve mais de 63.000 mortes até 6 de novembro.

A segunda medida refere-se ao número de mortes por todas as causas durante uma crise e o que esperaríamos ver em condições “normais” e nos anos anteriores.

Nesse link aqui, você consegue ver quantos casos existem na sua região: https://www.bbc.co.uk/news/uk-51768274

Mas, a notícia mais esperada é sobre a vacina.

Felizmente, segundo os estudos mais recentes, a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford juntamente com a AstraZeneca é altamente eficaz em impedir que as pessoas desenvolvam os sintomas da Covid-19.
Os dados provisórios sugerem 70% de proteção, mas os pesquisadores dizem que o número pode chegar a 90% se for ajustada a dose.

Existem dois resultados do estudo, com mais de 20.000 voluntários no Reino Unido e no Brasil.
No geral, ocorreram 30 casos de Covid em pessoas que receberam duas doses da vacina e 101 casos em pessoas que receberam uma injeção placebo. 

O pesquisador Prof Andrew Pollard disse que a vacina funcionou com 70% de proteção, o que é melhor do que a vacina da gripe sazonal.
E mais animador ainda, é que o estudo mostra que ninguém que recebeu a vacina real desenvolveu Covid grave ou precisou de tratamento hospitalar.

A análise também sugeriu que houve uma redução no número de pessoas infectadas sem desenvolver sintomas, que ainda se acredita serem capazes de espalhar o vírus.

No Reino Unido, existem quatro milhões de doses da vacina Oxford prontas para uso. Mas nada pode acontecer até que a vacina seja aprovada pelos reguladores que avaliarão a segurança e eficácia da vacina e que ela seja fabricada com alto padrão.
Parece que esse processo acontecerá nas próximas semanas.

Já empresa que desenvolveu a vacina nos Estados Unidos e conhecida como Moderna, afirma que a vacina deles está protegendo 94,5% das pessoas e o governo do Reino Unido já assegurou 5 milhões de doses.

Os ensaios da Moderna, envolveu 30.000 pessoas, com metade recebendo duas doses da vacina, com intervalo de quatro semanas e o restante recebeu injeções falsas (placebo).
Apenas cinco dos casos de Covid ocorreram em pessoas que receberam a vacina e 90 em pessoas que receberam o tratamento “falso”.
Os dados também mostram que houve 11 casos graves de Covid no ensaio, mas nenhum ocorreu em pessoas que foram imunizadas.

No total, o Governo do Reino Unido já comprou 355 milhões de vacinas de diversas farmacêuticas que já estão na fase final de estudo.

Ainda não está 100% certo, mas já existe inclusive um plano sobre quem e como serão distribuídas essas vacinas.

Residentes e funcionários de lares de idosos serão os primeiros na fila, seguidos por profissionais de saúde e pessoas com mais de 80 anos. O plano é, então, analisar as faixas etárias, porém provavelmente os grupos de risco por algum fator de saúde antecedem as pessoas sem riscos evidentes e/ou esperados.

Como sabemos, a vacina pode não ser distribuída ainda esse ano, mas quem sabe, como presente de Natal, receberemos a aprovação de tais vacinas e assim, poderemos começar 2021 com mais esperança e tentando esquecer esse 2020 tão triste e desafiador!

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