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Inglaterra decide adiar suspensão do lockdown

Durante o último mês, houve muita incerteza quanto aos planos do governo em relação as últimas restrições de lockdown que seriam suspensas a partir do dia 21 de junho na Inglaterra.

Porém, a disseminação da variante indiana chamada Delta e o medo de que possa haver uma terceira onda de contaminação e mortes, levou o governo a decidir que ainda não é momento de remover todas as restrições e sendo assim, a maioria das regras que estão atualmente em vigor, permanecerão por mais quatro semanas após o dia 21 de junho.

Além disso, a reabertura será adiada para permitir que mais pessoas sejam vacinadas e recebam a segunda dose da vacina, ficando assim mais protegidas e reduzindo os casos onde a hospitalização é necessária ou inclusive que o vírus seja transmitido, pois estar vacinado diminui as chances de transmissão.

No momento houve mais de 4.5 milhões de casos confirmados de coronavírus no Reino Unido e quase 128.000 pessoas infelizmente vieram a falecer.

As infecções e os casos têm aumentado cerca de 64% por semana e nas áreas mais afetadas estão dobrando a cada semana, segundo Boris Johnson e esse aumento vem acontecendo principalmente após a fase anterior de flexibilização do lockdown e devido também à essa nova variante que é responsável por 90% das infecções atuais.

Também estamos começando a ver um aumento no número de pessoas que vão para o hospital. Mas pode-se observar que os casos mais graves ocorreram entre pessoas não vacinadas ou aquelas que receberam apenas uma dose da vacina.

O governo esperava remover todos os limites de contato social e reabrir os poucos estabelecimentos que ainda estavam fechados. O plano seria:

– Não haver limite no número de pessoas em casas particulares, fosse em ambiente aberto ou fechado;
– Pubs, clubes, teatros e cinemas poderiam operar sem limites de capacidade;
– Eventos esportivos poderiam acontecer em estádios lotados;
– Boates poderiam reabrir;
– Fim do limite de convidados para casamentos e outros eventos.

Com a decisão do governo, as restrições até o dia 19 de julho são:
– Teatros e casas de espetáculo terão capacidade ocupada em apenas 50%;
– Boates terão que continuar fechadas;
– Eventos esportivos terão que limitar sua capacidade;
– Apenas seis pessoas ou duas famílias poderão se encontrar dentro de casa e/ou passar a noite;
– Os pubs, bares, restaurantes e cafés só podem permitir grupos de até seis ou duas famílias e apenas com serviço em mesas;
– Se possível, as pessoas ainda devem trabalhar de casa.

A única mudança que haverá é em relação à casamentos e funerais, onde o número de pessoas que podem participar desses será determinado por quantas pessoas o local pode acomodar com segurança e com medidas de distanciamento social, incluindo convidados de todas as idades e qualquer pessoa que trabalhe no evento. Mais informações aqui.

Em relação a vacina, mais de 41.7 milhões de pessoas no Reino Unido já receberam sua primeira dose de uma das vacinas contra o coronavírus e mais de 30 milhões já receberam a segunda dose.

Um ensaio clínico começou esse mês, para descobrir se uma terceira dose da vacina fornecerá às pessoas uma melhor proteção contra o vírus Covid-19 e para reunir evidências sobre como as diferentes vacinas funcionam juntas (uma pessoa ter tomado a AstraZeneca e tomar a terceira dose da Pfizer, por exemplo).

Algumas vacinas, como a contra hepatite, funcionam para a vida toda. Outras, como a poliomielite ou o tétano, precisam de reforços regulares para manter nossa imunidade.

No caso da gripe, as vacinas são desenvolvidas a cada outono, para proteger contra as três das quatro últimas cepas do vírus da gripe que se prevê serem dominantes durante o inverno.

Mas o Covid está conosco há tão pouco tempo que ainda precisa ser muito estudado e deve ser entendido quanto tempo nossa imunidade dura após a infecção e após a vacinação.

Parece altamente provável que, como acontece com as vacinas contra a gripe, precisaremos de reforços da vacina Covid todos os anos, para nos proteger contra picos de inverno e para proteger contra novas variantes. O que não sabemos é qual vacina fornecerá a melhor proteção.

A aprovação da vacina de dose única da Janssen significa que agora existem quatro vacinas diferentes aprovadas para uso no Reino Unido: Pfizer-BioNTech, Moderna, Oxford-AstraZeneca e Janssen.

A Pfizer e a Moderna desenvolveram vacinas de RNA – uma nova abordagem onde eles injetam um minúsculo fragmento do código genético do vírus no corpo, que começa a produzir parte do coronavírus e força o corpo a criar uma defesa.

A vacina Oxford é sutilmente diferente, pois usa um vírus inofensivo para transportar o mesmo material genético para o corpo.

Outra notícia interessante é que, apesar de estarmos todos cientes dos sintomas associados ao Covid-19, como tosse, febre e perda do olfato ou paladar, agora, os pesquisadores dizem que dor de cabeça, dor de garganta e coriza são os sintomas mais comumente relatados e relacionados à infecção por coronavírus Delta no Reino Unido.

O que sabemos é que se não fosse pela variante Delta, o governo muito provavelmente estaria anunciando o sinal verde para um desbloqueio total na próxima semana, mas segundo Boris ao traçar o roteiro, ele pretendia que fosse “cauteloso, irreversível e passo a passo”.

O que sabemos é que em um determinado momento teremos que aprender a conviver com o vírus e administrá-lo da melhor maneira possível.

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1 comentário

  • Aqui a briga é outra, o Presidente quer que as pessoas que já vacinaram ou tiveram covid parem de usar máscara.

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